jueves, 5 de abril de 2007

Eduardo Lunardelli, pintor e escultor, tem na blogosfera seu espaço "Varal de Idéias". Excelente blog para ser visitado.
Etiqueta:
Pintura e Escultura (Blogosfera)
miércoles, 4 de abril de 2007
Sou

Fui um pequeno remoinho por entre as ramas de uma árvore,
E as folhas do chão dançavam conmigo.
Eu sou os latidos da natureza, sua força.
Coração que veio da terra e da estrela.
Sou mais pequeno que uma bactéria,
E tanto e quanto sei, me vestí de furacões .
Sou as geadas e os torrencias aguaceiros.
A flor e a relva, o mar e a lua.
Falo a linguagem das baleias,
Sou o fogo que revitaliza as terras secas
para quando vierem as chuvas.
Sou o vento que movem os moinhos de trigo.
A selva mais verde onde fazem vida a bicharada.
Sou a rocha erosionada pela chuva o mar e o vento.
martes, 3 de abril de 2007
De Fernando Pessoa: Poesias de Álvaro de Campos

"Ah, todo cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Ven-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate, e me envolve com uma recordação duma outra pessoa que fosse misteriosamente minha.
Ah, quem sabe, quem sabe, se não partí outrora, antes de mim,
Dum cais; se não deixei, navio ao sol
Oblícuo da madrugada,
Uma outra especie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim,
Um grande cais cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio-desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apopléctica,
Tanto quanto isso pode ser fora do
Espaço e do Tempo?"
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Ven-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate, e me envolve com uma recordação duma outra pessoa que fosse misteriosamente minha.
Ah, quem sabe, quem sabe, se não partí outrora, antes de mim,
Dum cais; se não deixei, navio ao sol
Oblícuo da madrugada,
Uma outra especie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim,
Um grande cais cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio-desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apopléctica,
Tanto quanto isso pode ser fora do
Espaço e do Tempo?"
lunes, 2 de abril de 2007
"Morning Glory"
domingo, 1 de abril de 2007
Fluxos

Flutuando no meio do oceano, sinto os fluxos e os refluxos das mares cambiantes. Uma sorte de dança ao luar. O cálido oceano, a génese de um remoinho ascendente, que vai avançando em crescendo. Em caminata aos trópicos e as areias das praias quentes. Massa de água num vaivém frénetico corre.
Evaporação em particulas que sobem, sem ser vistas, ao profundo céu aparentemente inerte.
Arte Collage (El Collage)

(Blow My Mind 3)
Que melhor que visitar o blog do artista de Collage Mauricio Planel (Aqui)
é uma experiencia de Arte.
Etiqueta: Arte Collage
sábado, 31 de marzo de 2007
viernes, 30 de marzo de 2007
"Pássaro de Argila"
Filme de 2002 do cineasta Tarequ Masud, do Bangladesh. Filme que recomendo vivamente pelo seu conteúdo poetico. Excelente filme.
Etiqueta: Cinema
Etiqueta: Cinema
Eu vi

Em uma colina triste, eu vi o Sol deitar-se um dia,
se deitou como quem se deita cansado.
Brilhante auréola vermelha como o sangue,
Sangue como o que corre pelas minhas veias.
Estrela taciturna, fornalha silênciosa.
Caminhante do mundo, solitario de ponta a ponta,
Atardeceres cautivos nas colinas escondidas.
Quem é que te viu, quem é que te ve...sol da minha vida.
Em meus labios por poesia, eu vim descubrir-te um dia.
Eu vi o Sol deitar-se um dia, em aquela colina triste e cautiva.
se deitou como quem se deita cansado.
Brilhante auréola vermelha como o sangue,
Sangue como o que corre pelas minhas veias.
Estrela taciturna, fornalha silênciosa.
Caminhante do mundo, solitario de ponta a ponta,
Atardeceres cautivos nas colinas escondidas.
Quem é que te viu, quem é que te ve...sol da minha vida.
Em meus labios por poesia, eu vim descubrir-te um dia.
Eu vi o Sol deitar-se um dia, em aquela colina triste e cautiva.
Verde tormenta

Vegetação verde espessa, terra molhada.
Cheiro no ar, cantar da chuva fresca,
Diáfanas vozes da tormenta,
Caladas as aves manhaneiras.
Cigarras a capela, satisfeitas de tanta água,
nuvens que romperam a longitude mais longa.
Flores que deixaram o botão diminuto,
flores abertas como estrelas.
Cheiro no ar, cantar da chuva fresca,
Diáfanas vozes da tormenta,
Caladas as aves manhaneiras.
Cigarras a capela, satisfeitas de tanta água,
nuvens que romperam a longitude mais longa.
Flores que deixaram o botão diminuto,
flores abertas como estrelas.
Rain
Etiqueta: Poesia propia com efeito sonoro
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